Salgueiro-PE: Assassinato do Padre José Maria Prada completa 28 anos de impunidade

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Nesta segunda-feira (29 ABR 2019), fazem 28 anos que o Padre José Maria de Prada foi assassinado por José Edivan Barbosa, que até a data de hoje (28 anos após o crime) permanece em liberdade, como se nada tivesse acontecido.

José Edivan, (43 anos de idade na época), o sargento da PM de Pernambuco, assassinou o Padre José Maria, (63 anos de idade), na Casa Paroquial de Salgueiro-PE, na manhã de 29 ABR 1991, tendo como motivação, a negativa do padre em anular perante à igreja católica, o primeiro casamento do assassino.

José Edivan queria a anulação do primeiro matrimônio, para poder se casar novamente com outra mulher, perante à Igreja. José Edivan executou o Padre José Maria, com cinco disparos de arma de fogo, tipo revólver calibre 38, à queima-roupa, no momento em que o padre estava na porta da Casa Paroquial.

José Edivan era uma homem influente em Salgueiro e teria procurado o padre, com a finalidade de se casar novamente na igreja católica, onde já era casado. O criminoso teria mentido para o Padre, afirmando que havia convivido com outra mulher em uma outra cidade, mas não tinha realizado o enlace religioso.

Não acreditando na versão do homem, Pe. José Maria entrou em contato com a paróquia da outra cidade e conseguiu uma certidão de casamento do Sargento José Edivan, que teria oferecido uma remuneração ao sacerdote para que ele realizasse o matrimônio, porém Pe. José Maria recusou, tendo em vista a doutrina e fidelidade religiosa. Diante da recusa, Edivano ameaçou de morte o Padre, caso ele não realizasse o casamento, mas o padre não rompeu os preceitos da igreja, motivo pelo qual, foi brutalmente assassinado, mantendo os votos religiosos, caso acontecido naquela triste manhã, por volta das 11h, na Casa Paroquial da Catedral Santo Antônio em Salgueiro-PE.

Hoje, com 70 anos, Sargento José Edivan reside na zona rural da cidade de Triunfo-PE, acerca de 130Km de distancia de onde cometeu o crime [Salgueiro-PE], vivendo ‘longe‘ [Aos olhos do homem], da impunidade.

Giro Sertão

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