Povos indígenas protestam em rodovias do Agreste

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Grupos de índios realizam protestos em diversas cidades do Agreste de Pernambuco na manhã desta quarta-feira (27). O ato é contra a municipalização da saúde indígena proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro e contra a retirada da Fundação Nacional do Índio (Funai) do Ministério da Justiça.

O ato acontece em todo o Brasil e, no Estado, segundo a Polícia Rodoviária Federal de Pernambuco (PRF/PE), índios protestam no km 230 da BR-232, em Pesqueira; no km 11 da BR-428 em Cabrobó; no km 145 da BR-110, em Ibimirim, e no km 453 da BR-232, em São José do Belmonte.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pelo atual governo propõe acabar com a Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai) ligada ao Ministério da Saúde do Governo Federal. No Estado, cerca de 46 mil índios estão distribuídos entre 15 cidades, que podem ter que abarcar a nova demanda.

“Trazer de volta a saúde indígena para o município pode significar o retorno de experiências negativas que tivemos em décadas passadas. Não é nem culpa do município, mas culpa do sistema mesmo, das estruturas”, comentou Carmem Pankararu. A líder explicou que de 1999 até meados de 2010 a saúde dos povos era executada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) com força de trabalho contratada pelos municípios.

O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, disse que muitas prefeituras sequer tem capacidade de ampliar a rede de profissionais de saúde para não chocar com a lei de responsabilidade fiscal. Para ele, haveria até alguma lógica em aproximar as gestões municipais dos povos indígenas, mas para isso haveria de ser pensado um formato que se adequasse as necessidades de todos os envolvidos.

De acordo com a PRF, as rodovias os municípios de Ibimirim, São José do Belmonte e Pesqueira que foram ocupadas pelos indígenas já estão liberadas, mas o protesto continua no fim da manhã no km 11 da BR-428 em Cabrobó.

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