Dez promotores de Justiça tomam posse e revelam desejo de lutar por igualdade

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A baiana Jamile Figueirôa vai atuar em Cabrobó, no Sertão do estado. Foto: Nando Chiappetta/DP.

Jamile Figueirôa, 34 anos, esperou quatro anos pela tarde de hoje. Nascida em Salvador, a advogada prestou concurso para ser promotora do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em 2014. Para fazer as provas, estudava das 20h às 4h, depois do expediente como analista na Defensoria Pública da Bahia. A rotina puxada foi compensada nesta quinta-feira (20), quando ela e outros nove promotores de Justiça tomaram posse dos cargos.

Salgueiro, Parnamirim, Cabrobó, Lagoa Grande, Santa Maria da Boa Vista, Belém de São Francisco, Floresta e Triunfo – todas no Sertão pernambucano – são as cidades que receberão o reforço dos novos servidores para o enfrentamento da criminalidade, fortalecimento dos direitos humanos e promoção da cidadania. Em comum, os promotores revelaram o desejo de lutar por um estado mais justo. Antes de começarem a atuar nos municípios, o grupo vai passar por um curso de formação.

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Cerimônia de posse dos dez novos promotores do estado aconteceu no Centro Cultural Rossini Alves Couto. Foto: Nando Chiappetta/DP.

A posse aconteceu no Centro Cultural Rossini Alves Couto, na Boa Vista, área central do Recife. O auditório ficou cheio de familiares orgulhosos dos novos promotores. Jamile foi com os pais, a professora Jaci e o técnico em informática Valter Silveira. Com oito dias de nascida, a promotora foi adotada pelo casal, que não tinha filhos. “O esforço foi grande para estar aqui. Foi o primeiro concurso que fiz para promotora. Valeu a pena as noites mal dormidas”, disse, emocionada. Formada em direito pela Universidade Católica do Salvador em 2007, Jamile vai atuar na cidade de Cabrobó. “Ainda não conheço a cidade, mas tenho certeza que vou ser muito bem recebida, como tenho sido sempre que venho a Pernambuco”, afirmou.

O procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros, ressaltou a importância da chegada dos novos servidores às cidades em que vão trabalhar. “Onde há promotor atuando, aumenta a cidadania e a violência diminui. Por isso, cada centavo que é investido no Ministério Público é devolvido em serviços essenciais à sociedade”, destacou. Com a convocação dos dez promotores, chega a 61 o número de novos membros nomeados nos últimos dois anos pelo MPPE.

O primeiro colocado da turma que tomou posse nesta quinta-feira, responsável pelo juramento dos novos promotores, é o ex-delegado da Polícia Civil de Pernambuco Filipe Regueira, 35 anos. Com passagens pelas delegacias de Roubos e Furtos, de Caruaru e de Fernando de Noronha, ele prometeu levar a experiência adquirida nos dez anos de Polícia para o MPPE. “Era um sonho desde a faculdade me tornar promotor”, disse.    

Fonte: Diário de Pernambuco

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