Aplicativo vai monitorar focos de Aedes aegypti

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Pernambuco e o Mato Grosso do Sul celebraram uma cooperação técnica para uso do aplicativo e-Visit@, tecnologia de monitoramento on-line por smartphone para focos de Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O app foi desenvolvido no Mato Grosso do Sul, onde obteve bons resultados no controle da infestação do vetor e hoje já funciona em 56% dos seus municípios.

Nessa segunda-feira (26), os secretários estaduais de Saúde dos dois estados, Carlos Coimbra (MS) e Iran Costa (PE), acertaram os detalhes para a transferência da tecnologia, que, em Pernambuco, deve iniciar pelas cidades de Abreu e Lima e Vitória de Santo Antão, no Grande Recife, e por alguns municípios da Gerência Regional de Saúde de Goiana, Caruaru e Salgueiro.

A disponibilização do software é gratuita, mas o Estado esta na fase de aquisição dos aparelhos celulares que serão fornecidos sem custo aos municípios que aderiram ao monitoramento pelo app.

“É um sistema que já vínhamos procurando havia algum tempo. Ele vai otimizar informações. Os agentes de endemias, agora, ao invés de ficarem preenchendo os dados no papel vão digitar direto no celular.

Tudo vai chegar no modo web diretamente ao coordenador (do município) e também para o Estado. Vamos ter rapidez na informação”, disse a gerente do Programa de Vigilância das Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Claudenice Pontes.

O secretário Iran Costa destacou que Pernambuco irá aprimorar o trabalho que já faz no controle das arboviroses e do vetor. “Com essa ferramenta, poderemos qualificar ainda mais as nossas ações e continuar diminuindo as ocorrências. Isso significa mais saúde para os pernambucanos”, frisou.

Já a secretária Executiva de Vigilância em Saúde da SES, Luciana Albuquerque, explicou que haverá uma mudança sensível no monitoramento e das repostas do governo a um possível novo surto. “Vamos ter, em tempo real, informações sobre as visitas domiciliares, sobre os focos do mosquito, se o imóvel está fechado, se foi encontrado foco (de Aedes) no imóvel.

Tudo que antes se preenchia manualmente será possível fazer no app. Em tempo real, vamos conseguir essas informações para uma ação mais rápida e uma ação mais focada”, explicou.

Luciana ainda destacou que, desde a epidemia de zika, em 2015, a SES estudava ferramentas de controle do vetor, já que o monitoramento da densidade do mosquito vetor era uma das estratégias com menos investimentos. “Muitas buscas foram feitas. Vimos várias experiências no País, e a do Mato Grosso do Sul foi a que mais se adaptou a nossa necessidade”, completou.

Ela contou que pelo menos mil aparelhos celulares estão sendo adquiridos pela gestão para está primeira etapa. Algumas das cidades onde os agentes já utilizam o tablet para preenchimento do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) / Levantamento de Índice Amostral do Aedes aegypti (LIA) também podem aderir ao app.

Casos

Até o último dia 17, Pernambuco contabilizava 20.338 casos suspeitos de dengue, 2.912 de chikungunya e 1.128 casos de zika. Houve uma confirmação de morte por dengue.

Já o 6º LIRAa / LIA, mostra 60,9% municípios em situação de risco para transmissão elevada, sendo 19,6% em situação de risco de surto e 41,3% em situação de alerta.

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